sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Raio X: Molico/Osasco




Molico Nestlé Vôlei - Osasco - O time estrelado

Adenízia, Mascote do time e Camila Brait
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NADA DE VICE! O supertime de estrelas que formam o Osasco, apesar de perder duas das melhores ponteiras do mundo, montou um time para ser campeão. O time que há alguns anos é cotado como favorito deve ter mais trabalho durante a competição que começa
hoje. Entretanto, o time comandado pelo multicampeão Luizomar de Moura, que comanda também as seleções da categoria de base, apresenta um poder de fogo altíssimo, com jogadoras que, em qualquer ocasião e lugar, montariam uma seleção nacional. O time 5 vezes campeão da superliga e o atual campeão mundial interclubes mostra o motivo pelo qual é tão elogiado:

Elenco 2013/2014


Técnico: Luizomar de Moura: O ex-jogador Luizomar começou sua carreira no vôlei sendo assistente técnico de personalidades do vôlei como William de Carvalho. Na temporada 2000/01, foi convidado a ser técnico do extinto Flamengo. Nessa ocasião, o estreante foi campeão da Superliga. Teve também
passagem por clubes em Campos (RJ) e em Macaé. Nesse último, conquistou o terceiro lugar com uma incrível campanha que lhe rendeu o convite para se tornar o técnico de Osasco para a temporada 2006/07. De lá pra cá, 2 títulos e 5 vice-campeonatos. Ele participou do processo de revelação de muitas atletas, principalmente por treinar desde 2003 seleções de categorias de base. Natália, Adenízia, Camila Brait são alguns desses nomes.

Time titular:
Levantadora: Josefa Fabíola Almeida de Souza, ou Fabíola, como é mais conhecida, é uma levantadora bastante experiente. Já passou por clubes importantes do vôlei brasileiro como o Rexona, o Minas, e o Pinheiros. Fabíola, com o processo de amadurecimento que a levou à titularidade da seleção
no Campeonato Mundial de 2010, conquistou o espaço no clube que joga atualmente e, analisando tecnicamente o seu potencial, é uma levantadora bastante habilidosa, que trabalhou com a melhor linha de passe (2012/2013), em se tratando de clubes no brasil, e conta com excelentes atacantes. Faz um bom fundo de quadra, é alta, o que a qualifica no bloqueio, e faz um saque balanceado que costuma atrapalhar a equipe adversária. Apesar de ter sido cortada nas vésperas das Olimpídas de Londres, em 2012, foi eleita por dois anos consecutivos a melhor levantadora do campeonato nacional, a Superliga.



Oposta: Sheilla Castro, a bicampeã olímpica, é um fenômeno e dispensa comentários. Considerada por muitos especialistas de vôlei como a mais habilidosa oposta do mundo, já atuou em grandes times brasileiros, como o Minas e Rexona. Fora, na Itália, defendeu o Pesaro, time que Zé Roberto
comandava, e foi campeã italiana. Títulos de Grand Prix, premiações como melhor jogadora, conquista de duas olimpíadas e de dois vices no mundial, e tricampeã da Superliga, Sheilla é experiente, rodada, e a cada ano ganha mais prestígio. Depois de muitas críticas no ano de 2011, com a campanha ruim do Brasil na Copa do Mundo que classificava para as olimpíadas (o Brasil iria de qualquer jeito, porque ainda tinha chance na disputa do sulamericano - campeonato muito fraco), Sheilla acabou com a Rússia nas quartas de final em Londres, 2012. Naquela ocasião, ela chamou a responsabilidade e salvou seguidamente vários match-points a favor da Rússia.


A contratação internacional Sanja Malagurski, da Sérvia
Ponteira 1: Sanja Malagurski é uma das estrangeiras que atuará pelo clube nessa temporada. Com
apenas 23 anos, do alto do seu 1,93m, a sérvia é uma ponteria atacante, tanto que pode ser usada como oposta, que tem como sua principal função "virar as bolas". No campeonato europeu de 2011, roubou a cena e chegou a substituir a gigante Brakocevic na final, que rendeu a elas o título desse importante campeonato. De lá pra cá, lesões atrapalham Sanja a se firmar na seleção. Ela ficou, inclusive, de fora das Olimpíadas de Londres por estar machucada. Apesar de não ter o melhor passe, nem o melhor fundo de quadra, Malagurski é uma atacante que deve receber  muitas bolas da levantadora Fabíola, durante a competição, e marcar muitos pontos. Ela tem a difícil missão de substituir Garay, que sobra em quadra quando joga.

 Ponteira 2: Caterina Bosetti, ou Bosettinha (irmã mais nova da companheira de Seleção Lucia Bosetti),
O fenômeno italiano, Caterina Bosetti
é um fenômeno de apenas 19 que já ganhou mais títulos e prêmios do que muita jogadora na vida inteira. Não é das mais altas, com 1,79m, mas é uma jogadora completa. Passa bem, defende bem e costuma virar as bolas, quando solicitada. Foi campeã européia juvenil, em 2010, campeã mundial juvenil, em 2011 (além de MVP e melhor atacante), e eleita a melhor jogadora da Supercopa da Itália em 2012. Se fôssemos compará-la a alguma jogadora brasileira, a melhor comparação seria com a ponteira Gabi, que defende o time do Rio. Pouca idade, muito potencial, frequentemente convocadas para as seleções adultas e títulos importantes já acumulados. Ela é a substituta de Jaqueline, ex-capitã do time e também bicampeã olímpica.



Central 1: Thaísa Daher de Menezes é uma jogadora diferenciada na posição. Com seus quase 2 metros, ele é muito coordenada, eficiente no ataque, boa de bloqueio e uma arma de destruição no saque. Vontade de jogar é o que não falta para ela, que é conhecida por sua raça e comprometimento dentro de quadra. Apesar de ter somente 26 anos, a jogadora conta com currículo invejável. Bicampeã olímpica,  5 vezes campeã da Superliga, Thaísa foi, recentemente, premiada como a melhor jogadora e melhor central do último Grand Prix. Tocos, cravadas e saques que complicam o passe adversário é o que podemos esperar dessa guerreira dentro de quadra.





Central 2: Adenízia Ferreira da Silva é uma gigante no bloqueio. Cria do Osasco desde as categorias de base, a campeã olímpica contagia a equipe inteira pela sua vibração característica. Com um dos deslocamentos laterais mais rápidos e eficientes, a central costuma chegar inteira para compor os bloqueios duplos nas extremidades: um desafio para a atacante adversária.




Líbero: Camila de Paula Brait é uma líbero de qualidade técnica inquestionável. Nos últimos anos, agigantou-se no fundo de quadra, principalmente na defesa, desempenho que rendeu à jovem jogadora
convocações para a seleção principal. Embora ainda não tenha demonstrado o seu melhor voleibol na seleção, é bom saber que o Brasil está bem servido de líberos.




Time Reserva:
Levantadoras:

Ana Maria é uma levantadora de 28 anos e que já teve passagem por diversos clubes brasileiros, como o São Caetano, Mackenzie, Vôlei Futuro, Praia Clube e São Bernardo. Em sua última aventura, esteve na França e retorna ao Osasco, após defender o time paulista no Mundial de Clubes de 2011, para ser reserva da Fabíola.

Mariana Nardi: é uma levantadora de base de apenas 19 anos e vem para adquirir experiência com as mais velhas e mostrar disposição com toda a sua juventude.



Oposta: Juliana de Castro, a Lia, é uma canhotinha que costuma incendiar as partidas que joga. Mão pesada, muita garra e bom saque fazem dela uma opção muito interessante para as inversões do 5x1: além das qualidades de atacante que ela já tem, quando entra, a leitura de bloqueio do time adversário muda, por se tratar de uma canhota.






Ponteiras: 

Gabriella Guimarães, ou Gabirú, tem 19 anos, é baixa para a posição (1,75m), mas compensa esse "defeito" com explosão e força na hora do ataque. Boa de passe e defesa, Gabi entra em momentos importantes, seja pra sacar e fazer fundo de quadra, ou para substituir uma jogadora que não esteja bem na ponta. Ela foi vice-campeã mundial juvenil em 2011 e peça de confiança do técnico Luizomar.





Paula Mohr tem 19 anos, atuou pelas seleções de base (tanto infanto, quanto juvenil), é alta (1,87m) e, recentemente, foi terceira colocada no mundial juvenil. É uma jogadora que busca seu espaço e que tem moral com o técnico Luizomar, que sempre a

dirigiu nas categorias de base. 

Ingrid Félix é uma jogadora versátil que pode atuar na ponta e na saída. Jovem de 25 anos, ainda se recuperando de lesão da temporada passada (quando atuava pelo SESI), Ingrid é ótima bloqueadora, mesmo com seu 1,79m, e dá muito trabalho para o adversário que defende seus ataques. É um curinga na equipe e tem capacidade para substituir alguma titular, caso seja necessário.


Talita de Cássia é uma ponteira de 28 que já atuou em clubes como São Bernardo, Pinheiros e Volei Futuro, e na Indonésia, Alemanha e Suíça, onde jogou sua última temporada. É uma jogadora de muita potência que certamente vai ajudar a equipe paulista em
momentos de indefinição no ataque.


Centrais:

Marjorie Correia é uma central de 1,86m e apenas 21 anos. Já acumula, em seu
currículo, o vice campeonato mundial em 2011, quando jogava pela seleção juvenil. Luizomar já conhece a jogadora por causa de seu trabalho como treinador de categorias de base.

Larissa Gongra é uma central alta (1,87m), jovem (22 anos), não é novata no time e já substituiu Thaísa e Adenízia quando estavam se
recuperando de lesão ou estavam a serviço da Seleção.

Líbero: 

Daniela Terra, de apenas 19 anos, foi a líbero da seleção juvenil que ficou em terceiro lugar no último mundial e deve crescer ainda mais nessa temporada, aprendendo com a excelente "professora" Camila Brait.



Torcida apaixonada no José Liberatti
Loucos pelo Osasco: A torcida que sempre lota o José Liberatti ajuda bastante o time. Conhecido como o lugar mais difícil de se jogar contra, por causa da pressão da torcida, o Ginásio passou por reformas e agora, em vez de Laranja, é azul, a cor do "novo patrocinador".


Quem chega? Sanja e Bosetti (Villa Cortese - Ita), Márjorie (São Bernardo), Talita (Suíça), Ana Maria (França), Lia e Paula (Minas) e Ingrid do SESI.


Quem permanece? Fabíola, Sheilla, Thaísa, Adenízia, Camila Brait, Gabriella Guimarães, Larissa Gongra.

DESTAQUE: Com esse super elenco, quem não seria destaque? Todavia, se fôssemos escolher uma representante destaque, Thaísa seria o nome mais indicado. Sempre terminando os jogos como uma das
MVP do último Grand Prix
maiores pontuadoras, a central foi a jogadora mais regular da temporada passada. Muito constante em todos os fundamentos, Thaísa é completa e considerada a melhor central da atualidade por muitos especialistas do vôlei. Vive um momento incrível da carreira, sendo nomeada a MVP e melhor meio-de-rede do último Grand Prix. Costuma achar petróleo na quadra adversária em seus ataques, e não é das tarefas mais fáceis passar pelo seu bloqueio. Seus 1,96m de altura não a impedem de fazer levantamentos precisos, inclusive de costas, e de atacar pelo meio fundo - situação que quase não acontece, mas quando está na posição de saque e a bola sobra para ela, não costuma desperdiçar.

Sollys Osasco 2012/2013 - Campeãs Paulistas

Última Superliga: Por formar a base da seleção brasileira que acabara de se sagrar bicampeã olímpica, o time do Osasco era o grande favorito, porque apresentava um elenco repleto de estrelas e talentos. Contava com Fernanda Garay, que estava no ápice de sua carreira, jogando vôlei de altíssimo nível. Apesar de todo o favoritismo, o Rio levou, mais uma vez, o título do campeonato, numa virada incrível, quando as cariocas já pareciam ter entregado os pontos. Mordidas, as osasquenses virão com tudo para essa Superliga, que será a mais disputada de todos os tempos.

Pontos fortes: O time que praticamente manteve seu time titular da última temporada, com exceção das
ponteiras estrangeiras, já tem entrosamento de longa data, não só no clube, mas também na seleção. Contanto com excelente saque, o bloqueio paredão do time paulista é sempre dor de cabeça para as equipes que o confrontam. O ataque do time é muito bem representado por Sheilla, Thaísa e, agora, deverá ser composto também pela sérvia Malagurski. Não que Bosetti e Adenízia não ataquem, mas essa não é a principal função delas.

Tempo Técnico - Hora de respirar e concentrar.
Pontos Fracos: Se no ano passado, o time do Osasco tinha a melhor linha de passe, esse ano, talvez haja uma pequena queda de produção nesse fundamento, sabendo que esse não é o forte de Malagurski. Ainda assim, Brait e Bosetti devem desafogar um pouco a sérvia e liberá-la para o ataque. O grande problema do time do Osasco, ao longo de vários vice-campeonatos, é a questão emocional. A final do ano passado é prova disso: não há a intenção de desmerecer o time do Rio, que foi bravo e valente para
reverter um quadro que apontava um 3x0 irrepreensível para a equipe paulista. O atual campeão mundial fez um campeonato fortíssimo e era nítido o seu favoritismo. O time, entretanto, parecia se desestabilizar em momentos decisivos.


O que deve-se esperar do Molico/Osasco para a próxima temporada?
Certamente, devemos esperar um time extremamente forte, competitivo e que tem plenas condições de chegar à final, assim como outros times que se reforçaram. O que o torcedor deve acompanhar mais de perto é a adaptação das duas estrangeiras ao time. Malagurski e Bosetti, que são ponteiras e jovens, juntas carregam a responsabilidade de 2/3 da linha de passe e da maioria dos levantamentos que vêm para a ponta, principalmente quando o passe A (passe no qual a levantadora tem condições de trabalhar com todas as opções de ataque) não sai. Por já terem jogado em grandes clubes e seleções, espera-se que não haja problemas de adaptação e de entrosamento.

Estrutura: 
O patrocinador do Osasco é a multinacional Nestlé, o que proporciona, além da montagem de um supertime, uma excelente estrutura de treinamento. O Ginásio Municipal de Osasco, Professor José
Liberatti, tem capacidade para 3000 espectadores. A equipe também conta com excelente profissionais da comissão técnica: preparadores físicos, fisioterapeutas e auxiliares técnicos que otimizam o rendimento das atletas.

Contato:
http://www.nestle.com.br/sollysvolei/Default.aspx

Logo mais, às 21:30 no Sportv, é a estréia do Osasco na Superliga contra o novato Maranhão.



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