sexta-feira, 28 de junho de 2013

Encolhemos???!!! Novo ciclo olimpico começa com uma questão a ser debatida...


Encolhemos!!!???

Depois de ver o que parecia “impossivel” se tornar realidade e a seleção feminina de volei se segrar Bi- campeã olimpica nos Jogos de Londres de 2012 o Brasil já está envolvido em um desafio novo e que parece ser ainda maior, um novo ciclo olimpico se inicia mirando nas olimpiadas de 2016 que dessa vez será em casa. Em meio a tantas coisas a se pensar, nomes a especular, nunca foi tão importante e prestigioso representar a nossa seleção como será agora.

Um novo ano começou e com ele a realidade de ter que se formar um novo CICLO Olimpico, novas jogadoras estão surgindo para ocupar a vaga de nada mais nada menos que algumas jogadoras Bi – Camepeãs olimpicas como o caso de Paula Pequeno, a renovação é algo natural do esporte e tem que ser muito bem trabalhada para que renda bons lucros a curto, médio e longo prazo, no entando acompanhando o cenário mundial podemos notar a tendencia de cada dia mais, assim como no masculino, das jogadoras estarem mais e mais altas, e ai ficará a pergunta, e no Brasil, encolhemos?

Ana Paula (ao Centro) era uma das meios "pequenas" da Seleção
A Historia mostra que a muitas geraçãoes o Brasil havia sofrido com a baixa estatura de algumas jogadoras, principalmente no meio de rede, como na saudosa seleção de 1992, 96, e até 2000, quando surgiuria Walewska e Janina maiores que as valentes Anas das outras olimpiadas, Valeskinha com seus 1,80 sempre foi uma exceção no esporte, assim como Leila que usava da sua habilidade para vencer os gigantes bloqueios das adversárias, em 2004 viria a surgir Mari 1,90 como atacante mais alta, já que Virna e Érica eram de estatura média apesar da imensa qualidade apresentada em quadra, e Fabiana engatinhava para se tornar titular da seleção, uma promessa que se tornou uma realidade nos anos seguintes.
Seleção 2008 a mais "Alta" e forte de todos ciclos
Jogadoras como Paula 1,84, Jaqueline 1,86, Sheilla 1,86, Sassá 1,79, foram tomando seus lugares no time e elevando a estatura da seleção que parece ter tido seu apce em Pequin 2008 com o time titular que contava com Fofão, Sheilla, Waleswska, Fabiana, Mari, Paula e Fabi, em 2012 ganhamos mais 6 centimetros na Rede como Thaisa 1,96 no lugar de Walewska e com Dani Lins 1,83 somando 10 cm a mais que Fofão mais perdemos em relação as ponteiras com a entrada decisiva de Fernanda Garay 1,79 no lugar de Paula durante a competição e Jaque no lugar de Mari. Porém fica a questão como estaremos para o futuro? Sendo que todas as “revelações” do nosso voleibol parecem ser menores, ou terem o mesmo tamanho das anteriores, indo de contrapartida com outras seleções, como Russia, Eua, China, e Itália...


Priscila Daroit (1,82)
Se formos olhar para nosso cenário, para as novas convocações da seleção e os destaques da nossa liga vamos perceber que os dois maiores nomes do momento Priscila Daroit 1,82 e Gabi 1,80 são consideravelmente menores, assim como Natalia 1,84 e Tandara 1,86 só ajudam a se equiparar com as veteranas, Adenizia 1,86 é menor para os padroes das duas ultimas olimpiadas, Michelle e Monique 1,78 e Ellen Braga de 1,79 completam a lista. Claro que ainda temos nomes a ser citados com estaturas “melhores” digamos assim, como as meios Bia e Leticia Hage ambas com 1,88 e a ponta/oposto Ju Nogueira 1,90, mas daí a pergunta, quem se firmará? Isso só o tempo irá nos dizer.


Kim (1,92)  

Apesar da altura não ser um fator determinante para um bom resultado dentro das quadras podemos notar que ela ajuda e muito, é o caso do Japão por exemplo, a partir do momento que conseguiu ter centrais e atacantes mais altas como Saori kimura 1,86 o time ganhou um poder mais ofensivo e aliado a sua técnica apurada consegue se manter no podium do ranking mundial e das princiais competiçoes, assim como a koreia que agora conta com jogadoras mais altas e com a espetacular Kin 1,92 alta e decisiva, sabe aliar sua estatura as combinações de ataque e assim ganhar de seleções como o Brasil, por exemplo, em Londres.

Quando olhamos para fora podemos ver que seleções como Eua e Italia estão ficando cada vez “maiores”.Os Estados Unidos pode contar com jogadoras como Hooker 1,93, Megan Hodge 1,90, Jordan Larson 1,87, Akirandewo 1,93, Harmotto 1,88, Alisha Glass uma levantadora de 1,84 e ainda podem apresentar novidades como Alex klinerman 1,95, Nicole Fawcett 1,91 e Kimberly Hill 1,94. Já a itália que vinha a anos jogando com peças um pouco “baixas” para o cenário mundial pode contar nesse novo ciclo com Valentina Diof 2,02 e com a meio Bertone também de 2,02 levantadoras altas como Signorille 1,82 e atacantes fortes e altas como a AngloItaliana Carolina Costagrande de 1,87. Das mais altas ainda tem Rafaela Folie 1,86 e a oposta Sorokaitte 1,88 que fazem contraponto com as irmãs Bosset Lucia 1,75 e Caterina 1,79.
Valentina Diouf #17 e Floriana Bertone #18 (2,02)

A mesma coisa acontece com a seleção da China, que depois de anos tendo seleções medianas parece ter encontrado um grupo forte fisicamente e com boa estatura, com as Pontas Wang 1,90 e Hui 1,92 as meios Yang 1,90 , Xu 1,95 e Ma 1,90 a levantadora Mi 1,80 e a Oposta Zeng 1,87 completam a lista de mais altas. Na Rússia nada muda, conhecida por ter estatura elevada as “novatas” da seleção que ainda podem contar com o retorno da Gigante Gamova de 2,02 seguem o mesmo padrão anterior como o caso de Obmochaeva 1,94, Kosheleva 1,91, Já Isaeva 1,86, Salina 1,81, Pankova 1,78, e as meios Moroz 1,88 e Goncharova são as “baixinhas” da seleção. Despontando como o fator X da nova geração a Servia possui um planteu incrivel de jogadoras boas e altas e parece ser a seleção com a maior estatura em campo, com Brakocevic 1,96, Sanja Malagurski 1,93, Brankika Mihajlovic 1,90, Krsmanovic, 1,88 Stephana 1,91 e Rasic 1,93.

Contudo podemos notar que o Brasil tem sorte de ainda possuir uma base sólida dos outros vitoriosos ciclos olimpicos e de ter em sua técnica apurada o trunfo que faz com que nossa seleção esteja sempre entre as melhores do mundo, e só o tempo vai nos dizer como que as “baixinhas” de nossa seleção vão se sair daqui até o RIO 2016, e vocês o que acham? Encolhemos?


3 comentários:

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  2. Eu penso da mesma forma, uma vez cheguei até a comentar sobre isso no blog do Voloch. A maioria das seleções tiveram suas renovações, com jogadoras altas e habilidosas. O Brasil realmente está atrás nesse quesito, sendo que nossa média de altura caiu drasticamente. Os EUA, Rússia e Itália possuem várias jogadoras disponíveis, podendo formar até três times igualmente competitivos, uma safra valiosa e no Brasil ainda é necessário fazer a mescla entre as veteranas e revelações isoladas. Há de se pensar em investir mais no esporte nesse sentido, preparando uma boa base.

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  3. Bom, eu preciso corrigir algumas informações. Na liga universitária americana é muito comum aumentar 1 inch (1 polegada = cerca de 3 cm para cada atleta). Já tive o prazer de conversar com a central Nana Meriwether (ex-atleta da Universidade de UCLA) e ela me disse isso. A Altura real das jogadoras americanas segue abaixo: Alisha Glass (1,81m) Jordan Larson (1,87m), Destinee Hooker (1.91m) Akinradewo (1,89m), Megan Hodge (1,87m), Nicole Fawcett (1,91m), Kristin Richards (1,81m-1,82m), Rachael Adams (1,85m), Alix Klineman (1,94m), Kim Hill (1.92m), Lauren Paolini (1,93m), Christa Harmotto (1,87m). Procurem fotos delas ao lado de jogadoras internacionais e vocês verificarão que eu estou dizendo a verdade. Também garanto a vocês que a Garay não é tão baixa assim... Ela tem entre 1.82m e 1,83m. Eu acompanho a liga universitária americana a muito tempo e qualquer coisa estou aqui para sanar alguma dúvida. Mas, concordo com vocês,,, as jogadores da renovada seleção brasileira são bem baixas.

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